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Conservadores ameaçam rebelar-se contra Trump por causa de ataques a Sessions

Conservadores ameaçam rebelar-se contra Trump por causa de ataques a SessionsFontes da administração Trump avançaram na quarta-feira ao “New York Times” que vários assessores do Presidente têm estado a tentar demovê-lo dos contínuos ataques que tem lançado ao seu procurador-geral, Jeff Sessions, numa altura em que as críticas do Partido Republicano à postura do líder têm estado a aumentar.

Entre os funcionários do Governo que têm tentado convencer Donald Trump a poupar Sessions contam-se Reince Priebus, chefe de gabinete da Casa Branca; Stephen Bannon, chefe de estratégias do Presidente; e Donald McGahn, um dos seus conselheiros.

“Durante uma semana”, aponta o diário nova-iorquino, “os principais assessores do Presidente Trump têm tentado demovê-lo da sua campanha pública contra o procurador-geral”, expondo as “tensões dentro da administração, alimentando a consternação da base conservadora e gerando uma revolta entre republicanos do Senado que estão indignados com o tratamento do seu ex-colega”.

Os senadores republicanos — “que raramente se unem contra um Presidente do seu partido” — estão a proteger Sessions, tendo deixado claro que não só não concordam com o embaraço público a que o chefe do Departamento de Justiça está a ser submetido, como “não toleram as repetidas ameaças de Trump ao mandato do procurador-geral”. De acordo com o jornal, “os líderes do Senado já garantiram que vão impedir Trump de substituir Sessions se [o Presidente] o tentar fazer durante o interregno” no Congresso para as férias de verão.

“Espero que a discussão pública sobre isso acabe imediatamente”, declarou esta semana Bob Corker, senador republicano do Tennessee, garantindo aos jornalistas que enviou uma mensagem direta à Casa Branca sobre o assunto. Corker não está sozinho: pelo menos uma dúzia de republicanos do Senado, incluindo o líder da maioria, Mitch McConnell, e John Cornyn, do Texas, já declararam publicamente que o potencial afastamento de Sessions será “incrivelmente disruptivo”.

Ontem, horas antes de Trump lançar mais uma ronda de ataques a Sessions, vários membros do partido achavam que o pior já tinha passado, sobretudo depois de o Presidente ter declarado há alguns dias que “por agora” vai deixá-lo permanecer no cargo. Se Trump fosse despedir o procurador-geral, argumentaram alguns republicanos, já o teria feito — embora tenham reconhecido que a fúria de Trump tem raízes profundas e que nada é certo com um Presidente tão volátil como ele.

Como tudo começou

Os ataques a Sessions começaram na semana passada, dias antes de Trump completar seis meses no poder, quando numa entrevista ao NYT declarou que “nunca o teria contratado” se soubesse que ele ia afastar-se das investigações à ingerência russa nas presidenciais americanas e ao alegado conluio entre a sua equipa de campanha e operativos ligados ao Governo de Vladimir Putin.

Isso aconteceu em maio, perante exigências dos democratas para que Sessions se demitisse, após ter sido revelado que se encontrou duas vezes com o embaixador russo Sergei Kislyak durante a campanha. No mês seguinte, chamado a depôr no Senado sobre esses encontros, o procurador-geral garantiu que não discutiu nada sobre a candidatura de Trump com o diplomata russo. Isso viria a provar-se mentira na semana passada — levando muitos republicanos a comentarem que poderá ter sido o próprio Presidente a passar à imprensa o documento que desmente Sessions, na tentativa de o forçar a demitir-se.

Para o senador Lindsey Graham, os contínuos ataques de Trump ao homem que ele próprio nomeou para chefiar o Departamento de Justiça — e que foi o primeiro membro do Partido Republicano a apoiar a sua candidatura à Casa Branca — “dizem mais sobre o Presidente Trump do que sobre o procurador-geral”. “Para mim”, acrescentou ontem, “é um sinal de grande fraqueza da parte do Presidente Trump. Espero que Jeff Sessions não ceda a esta campanha humilhante”.

Depois de Sessions se ter afastado das investigações à Rússia, e de Trump ter despedido James Comey da direção do FBI, o vice-procurador-geral, Rod Rosenstein (que o Presidente também criticou entretanto), nomeou Robert Mueller para dirigir os inquéritos. Em teoria, um novo procurador-geral, que não Sessions, pode despedir Mueller (o “Washington Post” e o NYT avançaram há alguns dias que os advogados do Presidente estão a tentar encontrar podres sobre o conselheiro especial e a equipa que ele montou na tentativa de o afastar das investigações).

Trump e Sessions não falam diretamente há mais de uma semana. Ontem, o procurador-geral foi à Casa Branca para se reunir com funcionários da administração mas não se encontrou com o Presidente — e foi durante a sua visita que Trump renovou os ataques contra ele.

No Twitter escreveu: “Porque é que o P.G. Sessions não substituiu o diretor interino do FBI, Andrew McCabe, amigo de Comey que esteve a cargo da investigação a Clinton mas que recebeu grandes dólares (700 mil) para a sua mulher gerir a campanha política de Hillary Clinton e dos seus representantes”. Vários jornais foram rápidos a desmentir que McCabe e a sua mulher tenham recebido dinheiro da candidata democrata.

Na tentativa de moderar o tom inflamatório do Presidente, a porta-voz da Casa Branca sublinharia depois, ao final do dia, que Trump “está obviamente desiludido” com Sessions mas que “quer que o procurador-geral continue a focar-se nas coisas que o procurador-geral faz”. O Presidente, acrescentou Sarah Sanders, “quer que ele continue a liderar o Departamento de Justiça. Quer que ele o faça com vigor. Quer que ele se foque em coisas como a imigração, fugas de informação e uma série de outros assuntos e penso que é nisso que ele [Sessions] deve focar-se neste momento.”

Questionada sobre porque é que Trump continua sem despedir Sessions apesar dos constantes ataques e humilhações, Sanders respondeu: “Ouçam, é possível estar desapontado com alguém mas, ainda assim, querer que essa pessoa continue a fazer o seu trabalho”.

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