Convívio do PCP em Monte Gordo

O secretário-geral do PCP Jerónimo de Sousa esteve em Monte Gordo para participar no Convivio de Verão que de há anos a esta parte os comunistas realizam no Parque de Merendas, tradicionalmente no dia 15 de agosto.

Jerónimo de Sousa classificou a iniciativa como «um momento de retemperar energias para travar os combates que nos esperam. Para os grandes combates e lutas que temos pela frente e para as muitas tarefas como aquela que temos já em mãos no imediato – a da construção e realização da Festa do Avante! que no próximo dia 7 de Setembro abrirá as suas portas à participação de milhares e milhares de portugueses que a têm e sentem como sua, num espaço fascinante de convívio, alegria e amizade, onde o trabalho, a cultura, a política, a solidariedade à volta das grandes causas dos povos se expressam de mil formas».

Lembrou que «nestes últimos dois anos e meio, como resultado das muitas lutas desenvolvidas pelo nosso povo e da acção directa do PCP, foi possível concretizar, embora de forma limitada, um conjunto de medidas que traduzem uma real melhoria das condições de vida para os portugueses. Deram-se passos na recuperação de salários, na valorização de reformas, pensões e prestações sociais, no desagravamento fiscal sobre os rendimentos do trabalho e na reposição e recuperação de um conjunto de direitos extorquidos no período da troika e dos PEC. Recuperação de direitos e rendimentos que permitiram dinamizar a economia e a criação de emprego, confirmando a importância de uma política de valorização dos rendimentos dos trabalhadores e das populações no desenvolvimento económico e social».

Nem tudo são rosas

Porém, também destacou que «estamos longe das soluções que a concretização de uma verdadeira política alternativa patriótica e de esquerda poderia garantir, e pela qual temos que continuar a desenvolver a nossa luta, mas o que se conseguiu são avanços que representam uma vitória sobre o percurso de retrocesso social e de exploração desenfreada que há muito vinham a ser impostos aos trabalhadores e aos portugueses.

E isso não é obra de nenhum governo, mas o resultado da luta daqueles, como o PCP, que desde sempre se opuseram e combateram as imposições externas da troika estrangeira, mas também as opções da troika dos partidos nacionais. São avanços que a actual correlação de forças na Assembleia da República favoreceu. Avanços conseguidos mesmo contra a vontade do Governo minoritário do PS. Hoje, olhando para a evolução da situação do País, vemos que foi importante a iniciativa que tomámos para cortar o passo à ofensiva que estava em curso e executada pelo governo PSD/CDS que hoje pretendem branquear e que prometia ir muito longe na concretização dos seus objetivos de empobrecimento do nosso povo e exploração dos trabalhadores».

«O País precisa de respostas claras e medidas que lhes correspondam para enfrentar problemas e lhes dar solução.», prosseguiu o secretário-geral do PCP. «Os aumentos das pensões de reforma agora ocorridos, somando pelo segundo ano consecutivo um aumento extraordinário ao aumento geral das pensões, traduz o papel e a contribuição decisiva que o PCP tem assumido na reposição, defesa e conquista de direitos. Os trabalhadores conhecem o PCP. Conhecem o seu compromisso de sempre com os seus direitos e interesses. Sabem que, em cada momento, em cada luta, em cada decisão, em cada oportunidade, cá estaremos para levar mais longe os seus direitos. Travando a batalha de cada momento sem perder a perspectiva do futuro. Sem desperdiçar oportunidades mas também sem alimentar ilusões. É o que continuaremos a fazer norteados pelo nosso projeto, com a nossa independência de juízo e avaliação.»

Terminou afirmando que «é olhando em frente e com confiança neste grande e coerente Partido que continuamos o nosso combate. Deste Partido portador de esperança que não desiste nem descansa de alcançar um Portugal com futuro»!

Jerónimo de Sousa deslocou-se depois ao concelho de Silves, onde se encontrou com autoridades que lhe transmitiram  o conhecimento no local sobre a devastação provocada pelos incêndios ocorridos naquele concelho, na sequência do incendio no vizinho concelho de Monchique.