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As ferramentas digitais e a gestão de dados terão de ser mobilizadas

Jean-Marie Le Guen, que já presidiu ao Conselho de Administração da AP-HP, e antigo ministro de França, neste dias de pandemia global, constatando que, quando o seu país vive, sem dúvida, «os dias mais difíceis desde a Segunda Guerra Mundial, todas as nossas esperanças estão a dirigir-se para o hospital público, o pilar da nossa resistência à onda epidémica de Covid-19`», no artigo publicado hoje no Le Parisien, diz que prestar homenagem a esta estrutura hospitalar é também compreender o que faz a sua força “o empenho do seu pessoal, a sua coragem, o seu domínio, os valores humanistas que os animam. A instituição, que estrutura e fornece benchmarks, reúne conhecimentos acumulados e funcionamento coletivo“.

Afirma que foi a cultura científica, combinando a razão e o humanismo, rompendo com a medicina da intuição, «outrora gloriosa, que permitiu a emergência de um pensamento baseado na saúde pública, no qual se baseiam hoje as decisões tomadas por Emmanuel Macron».

«Esta opção não era óbvia : trata-se, de facto, de uma ruptura bem-vinda nas nossas Políticas Públicas. Desde 2009 e a crise H1N1, foi uma estrutura interministerial inspirada pela Secretaria Geral de defesa nacional que teve que liderar a resposta pública a este tipo de crise de saúde. Isto leva a uma resposta mais administrativa do que a saúde, para promover a lógica da autoridade na busca da confiança, o regulamento sobre transparência, a ordem pública na mobilização social».

Faz também a defesa da utilização das «novas oportunidades de ferramentas digitais e de gestão de dados terão de ser mobilizadas : o avanço oculto e o contágio extremo do vírus justificam-no plenamente. Por conseguinte, será necessário desenvolver a cooperação entre epidemiologistas, virologistas, médicos e o mundo digital em busca de novos modelos epidemiológicos e de vigilância adaptados a este vírus».

O que é importante na sua abordagem, do meu ponto de vista, é o questionar o que se passou em alguns países da Ásia sobre esta utilização, para opinar que «temos de adaptar estes novos instrumentos à nossa cultura e aos nossos valores, tanto por uma questão de eficiência como de respeito pelos nossos princípios. Vários especialistas começaram a mostrar que é possível restaurar aos cidadãos uma visão dos seus fatores de contágio de acordo com a sua posição geográfica e rede pessoal. Resta determinar qual o nível de restrição está associado a esta informação que é a privacidade de cada um. A conciliação de dados digitais gerais e específicos com dados de saúde deve ser realizada reunindo inovação digital, abordagem científica e reflexão ética».

José Estêvão Cruz

Visto em https://pressreader.com/article/281874415517178

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