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Banco CTT: “Tem havido um número significativo de transferências de crédito à habitação”

Abril foi o primeiro mês completo de concessão de crédito à habitação no Banco CTT. Esta instituição foi a última a entrar neste segmento que tem gozado de um forte crescimento nos últimos anos. Um “número significativo” das operações realizadas nos últimos meses referiu-se a transferências de crédito, adiantou Luís Pereira Coutinho, presidente do Banco CTT.

“O crédito à habitação tem corrido bem. Obviamente que a actividade ainda é recente, mas a captação tem sido crescente mês após mês”, explicou Luís Pereira Coutinho, em declarações ao Negócios.

E “tem havido um número significativo de transferências de crédito, sobretudo relativos aos anos em que os bancos praticaram ‘spreads’ muito altos”, revelou o presidente da instituição que, contudo, frisou que a grande maioria das operações se refere a novo crédito.

O banco tem a decorrer, até 30 de Setembro, uma campanha relativa a transferências de crédito de montantes de valor igual ou superior a 50 mil euros. No âmbito desta campanha, paga a transferência do crédito e reembolsa as comissões de abertura de processo e formalização, após a contratação do crédito.      

O banco entrou neste segmento com um “spread” mínimo de 1,75%, mas acabou por revê-lo em baixa em Junho. A margem mínima do Banco CTT é agora de 1,30%. Só o Santander Totta, Bankinter e BCP têm um “spread” mais baixo (1,25%). O presidente do Banco CTT considera que a oferta actual “é muito competitiva”, lembrando que apenas é requerido aos clientes que subscrevam os seguros obrigatórios do crédito e a domiciliação do vencimento.

“Estamos confortáveis com este ‘spread’ mínimo. Olhamos sempre para o mercado e queremos ter um posicionamento competitivo mas, neste momento, estamos confortáveis com este ‘spread’”,  frisou o presidente da instituição que afasta para já uma nova descida da taxa de juro.

Banco CTT não entra na taxa fixa
Com as Euribor em valores negativos, tem havido uma aposta crescente das instituições financeiras nacionais nas soluções de taxa fixa. Nos primeiros cinco meses deste ano, quase 40% do montante emprestado para a compra de casa foi a taxa fixa. Um segmento no qual o Banco CTT não quer entrar, para já.

“Para já, só temos soluções de taxa variável. A taxa fixa tem muitas complexidades, nomeadamente se abrange o prazo todo do crédito ou só um determinado período, qual a taxa de juro a aplicar de pois, etc”, sublinhou Luís Pereira Coutinho.

Trata-se, assim, de uma solução “muito complexa” e que contraria a filosofia de “oferta simples” que o banco quer manter. “Não queremos criar complexidade”, conclui.

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