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Gravura rara com 24 mil anos exposta em Vila do Bispo

Gravura rara com 24 mil anos exposta em Vila do Bispo

Gravura rara com 24 mil anos exposta em Vila do Bispo, até dia 28 de outubro

O Centro de Interpretação de Vila do Bispo está neste momento a acolher a exposição “As Origens Pré-históricas do Reino dos Algarves”. A mostra, que se encontrará patente ao público até ao dia 28 de outubro, apresenta uma retrospetiva do conhecimento arqueológico da região do Algarve, resultante de quase 150 anos de investigação.

“Os materiais arqueológicos partilhados ao público incluem artefactos produzidos em pedra e cerâmica, assim como exemplos dos recursos minerais e animais explorados pelos nossos antepassados”, adiantam os promotores.

O centro das atenções desta exposição é uma placa paleolítica, com cerca de 24 mil anos, descoberta no sítio arqueológico de Vale Boi (freguesia de Budens, concelho de Vila do Bispo), na qual se encontram gravadas várias figuras de animais.

Trata-se de uma rara placa de xisto com três gravuras de auroques (uma espécie de boi de grandes dimensões entretanto extinta), que foi descoberta em 2005 praticamente intacta.

Identificado em 1998 por uma equipa da Universidade do Algarve, o local tem sido objeto de campanhas arqueológicas desde então, que visam reconstituir o sítio tal como era há vinte mil anos.

Nas escavações já foram encontrados em Vale de Boi milhares de vestígios, sobretudo material em pedra talhada, parte do qual seriam pontas de flecha.

Uma panorâmica da história da região

As investigações também já permitiram perceber que os primeiros habitantes do Algarve alimentavam-se de marisco, faziam gravuras em pedra e adornos com pequenas conchas. Hoje, arqueólogos continuam a tentar desvendar os segredos escondidos em Vale de Boi, o maior sítio arqueológico do Paleolítico Superior em Portugal.
Para além da placa com cerca de 24 mil anos, a exposição “mostra uma panorâmica geral da pré-história do Algarve, que se estende do paleolítico inferior (estimando-se a sua idade em cerca de 500 mil anos) até à primeira Idade dos Metais, período conhecido como calcolítico (há cerca de 5 mil anos)”, frisa a equipa da Universidade do Algarve que coordena as escavações no local.

Grande parte dos materiais recolhidos resulta de trabalhos de investigação realizados ou coordenados pela universidade algarvia, sendo que esta exposição conta ainda com o apoio do Centro Ciência Viva do Algarve e da Câmara Municipal de Vila do Bispo.

A mostra poderá ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 15h30.

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