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Peruanos estendem tecidos nas montanhas para captar água de neblina

Lima, capital do Peru, é a segunda maior cidade do mundo localizada em um deserto – fica atrás só de Cairo, no Egito.

Com menos de 4 cm de chuva por ano, é comparável à parte mais seca do Saara. A maior parte da água que abastece a cidade vem dos distantes lagos andinos, mas dificilmente chega regularmente nos bairros periféricos, situados nas montanhas próximas do centro urbano.

Para melhorar o suprimento de água à população mais pobre, que mora nessas regiões, uma ONG deu início a um projeto ousado: está captando água da neblina. A iniciativa se aproveita do fato de que a região de Lima fica coberta por uma neblina espessa por até nove meses ao ano.

Abel Cruz descobriu como captar gotículas de água que ficam suspensas nessa névoa: o grupo dele estende grandes de redes de tecido que ficam conectadas a uma tubulação e reservatórios.

Por dia, elas são capazes de extrair de 200 a 400 litros de água da neblina.

Hoje, 60 redes fornecem água gratuitamente a 250 famílias.

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Dezembro, 2020

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