Cidade de Ammaia
Cidadãos Memória

Amaya a cidade perdida do Alentejo

Alvaro José Ferreira continua o seu labor na sua partilha «Lugar ao Sul». Num trabalho de Margarida de Castro, apresenta-nos a cidade de Ammaia, no coração do Parque de S. Mamede e os mistérios que envolvem esta cidade que os trabalhos arqueológicos trouxeram para os nossos dias.

Isto é mesmo coisa d’alentejanos: tiveram a cidade Ammaia milhares de anos rescondida debaixo das azinhêras para não terem a trabalhêra d’a desenterrar! Pelo suposto traçado das ruas, os romanos tinham os esquadros muito bem afinados… Quando passar o calor e o corona, vou lá espreitar.” – Margarida Castro

Até há pouco tempo havia dúvidas sobre a sua localização. Foi destruída duas vezes por fenómenos desconhecidos. Conheça a história da cidade de Ammaia.

Já ouviu falar da cidade romana de Ammaia, no Alentejo? Situadas bem próximas da bonita vila de Marvão, em pleno Alentejo, no coração do Parque Natural da Serra de S. Mamede, as Ruínas da cidade Romana de Ammaia localizam-se numa zona de grande beleza, atestando a sua grandeza patrimonial. Em 1995 iniciaram-se no local as escavações arqueológicas que colocaram a descoberto cerca de 3.000 m2, pensando-se que a área original da cidade contaria com cerca de vinte hectares.

A cidade romana de Ammaia, ficou perdida no vale da Aramanha, no Alentejo e só foi redescoberta no século passado. Desde então está a ser escavada e investigada por cientistas de todo o mundo. Entre a população local os vestígios romanos são conhecidos desde sempre, mas só no princípio do século passado se começou a perceber que aquilo que estava enterrado no Vale da Aramanha era uma cidade Romana.

Construída de raiz no século I DC alcançou o seu esplendor nos trezentos anos seguintes. A partir do século IX desaparecem as referências à cidade como urbe habitada. As suas pedras serviram para construir outros lugares e monumentos. Da antiga cidade sobrava um mito, até que no princípio do século XX surgiram indícios fortes que indiciavam a existência de uma cidade de grande dimensão naquela zona. A meio do século concretizaram-se as primeiras escavações e na última década intensificaram-se os trabalhos que recorrem também a novas tecnologias.

Os arqueólogos conhecem hoje o desenho e a arquitectura de Ammaia, graças a uma tecnologia que permitiu radiografar toda a área. Os trabalhos de exploração, geridos por uma fundação privada, prometem trazer mais revelações sobre esta cidade que conta a história do poder romano e da sua decadência na Península Ibérica.

O curioso destas ruínas é que nos séculos V e IX terão sofrido os efeitos de um cataclismo que terá soterrado a parte baixa da malha urbana, pertencendo assim a uma das poucas cidades do império que, por efeitos provavelmente naturais, ficou conservada e sobre a qual não se desenvolveram outras urbanizações ao longo da história.

Pode-se, assim, estudar toda a malha urbana de uma cidade Romana, tendo-se desde já destacado importantes estruturas como o “podium” de um templo provavelmente do século I, e a existência de Termas públicas, bem como outras estruturas domésticas. No local existe um “museu de sítio”, o Museu Monográfico da Cidade de Ammaia, por forma a mostrar a vida quotidiana da população que aqui viveu, bem como os diversos objectos aqui encontrados e inventariados, possuindo mesmo uma das mais importantes coleções de vidros romanos da Península Ibérica.

Grande parte da área ocupada pelas ruínas localiza-se em terrenos da Fundação Cidade de Ammaia, que tem como objectivo primordial o estudo, recuperação e preservação deste importante Monumento Nacional.

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