Um século a cortar despesa pública na zona euro

Os cálculos são do Expresso: só em 2117 a regra de Maastricht que diz que a dívida pública dos países do euros tem que estar abaixo de 60% do PIB seria cumprida, se todas as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) se mantivessem. Uma trajetória mais que improvável, dado histórico de falhanços da instituição, a instabilidade que marca a economia mundial e as crises cíclicas das economias capitalistas.

Para além dos riscos associados, as previsões assumem excedentes orçamentais primários na ordem dos 3% do PIB, algo que nenhum país europeu registou durante um período de tempo tão longo. Isto obriga a uma política de permanente aperto da despesa pública e pressupõe um crescimento económico constante.

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